Para exprimir a importância do contato físico e da interação do espectador com a obra escolhi alguns exemplos que me chamaram a atenção, pelo simples fato de que uma ação gerará uma reação. E isso serve para mostrar que a arquitetura não deve ser estática, óbvia e pré determinada. Ela deve deixar que seu autor mude a cada instante e ela se transforme dessa mesma forma.
"The body paint" é uma instalação interativa - um instrumento visual - que permite aos usuários pintar sobre uma tela virtual com o seu corpo, interpretando o movimento, gestos e dança evoluindo a composição. Sua finalidade não é criar uma nova interface para a criação de quadros estáticos, mas mais uma forma natural de criar, dirigir e executar as imagens em movimento em tempo real, com foco na experiência de interação. O que importa não é a pintura criada no final, mas mais a sensação que se experimenta ao usá-lo e reagir em tempo real a sua própria criação, como ela evolui - análogo a um instrumento musical -é bastante comum apenas tocar e improvisar, sem qualquer preocupação para a gravação. Cada nota é apenas para o momento, uma reação em tempo real que vem de dentro, em resposta a sua viagem até agora. Assim, quando você parar de se mover, a pintura desaparece dando lugar ao branco, deixando apenas a memória, como a música que você acabou de jogar no piano.
"Electroland" é um projeto que possui um campo de interação de LED fixo no chão que responde sobre a presença de visitantes. Um grande display de luz na face do prédio reproduz essa interação.





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